Educação para o Desenvolvimento


Reunião do GTED - Ordem de Trabalhos | 18 de Maio de 2017
Por GTED

Maio 2017


Reunião na sede da Plataforma ONGD entre as 10h00 - 17h00

Ordem de Trabalhos

  • 10h - Discussão da Ordem de Trabalho 
  • 10h15 - Revisão da Síntese dos Resultados da Oficina do GTED (realizada a 18 de abril) 
  • 10h30 - Sistematização e Discussão do TPC 
 Os/As participantes devem recolher as definições de ED e de ECG que conheçam, e especialmente aquelas que utilizam ou que inspiram a sua organização. De seguida, para cada conjunto de definições (ED e ECG), devem ser identificadas as palavras-chave e as palavras problemáticas. Por sua vez, estas palavras devem ser analisadas no sentido de clarificar os seus significados e as suas implicações, e de aferir de que formas é que elas são (ou não) transpostas para as práticas da organização. No final do exercício, os resultados obtidos para cada conceito devem ser comparados, identificando-se semelhanças e diferenças. Preferencialmente, este exercício deverá ser realizado (e/ou validado) pelas equipas técnicas e responsáveis das organizações.
  • 13h às 14h - Almoço conjunto 
  • 14h - Discussão sobre Quadro Comum “Queremos e/ou precisamos de um conceito comum?” “O que muda se mudarmos os conceitos?” 
  • 16h - Sistematização final e próximos passos 16h30 - Outros Assuntos: Participação na Oficina das ESPA - ENED Redefinição do Plano de trabalho do GTED (caso seja necessário) 
  •  17h - Conclusão dos trabalhos  

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Educação para o Desenvolvimento e/ou Educação para a Cidadania Global?
Por GTED

Abril 2017

O evento "Educação para o Desenvolvimento e/ou Educação para a Cidadania Global? Debatendo conceitos", iniciativa do Grupo de Trabalho de Educação para o Desenvolvimento (GTED) da Plataforma Portuguesa das ONGD, teve lugar no passado dia 18 de Abril no Auditório do Instituto do Camões, IP. 

Este debate assumiu-se como um espaço de reflexão e diálogo sobre os actuais desafios conceptuais relacionados com a utilização dos conceitos de Educação para o Desenvolvimento (ED) e Educação para a Cidadania Global (ECG). A opção pela ED e ECG, enquanto conceitos em discussão, prendeu-se com o facto de serem os quadros conceptuais mais utilizados em Portugal. 

Neste sentido, a reflexão e diálogo entre diferentes actores que trabalham nestas áreas contribuiu para clarificar os seus múltiplos significados, bem como os contextos em que são empregues e reproduzidos. Foi ainda possível recolher contributos para o novo quadro de referência da ED em Portugal e estimular o debate futuro sobre estes temas.  



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Plano de Trabalho do GT Educação para o Desenvolvimento | 2017
Por GTED

Janeiro 2017

O Grupo de Trabalho de Educação para o Desenvolvimento da Plataforma Portuguesa das ONGD apresenta o Plano de Trabalho do grupo para o ano de 2017. O documento agora divulgado tem indicadas as actividades do grupo, incluindo as reuniões.  

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As ONGD belgas abandonam a denominação «educação para o desenvolvimento» e trocam-na por «educação para a cidadania global e solidária»
Por Antonio de la Fuente (Fonte: ITECO)

Dezembro 2016 

"Será que não há migrantes, nem jovens dos bairros, nem pessoas idosas no mundo das ONGD ?

Uma pesquisa feita pelo ITECO nos últimos anos mostra que, ainda hoje, as ONG de educação para o desenvolvimento têm dificuldade em deixar a sua zona de conforto tradicional, ou seja, as escolas da classe média. 

No que já vivemos do século XXI, a educação para o desenvolvimento tem evoluído nalguns aspetos, mas não muito no que diz respeito aos públicos que aborda. As associações de terreno, por sua vez, dizem que não conhecem ou não se reconhecem na denominação de educação para o desenvolvimento. Para aquelas que a conhecem, esse nome é conotado com « Sul » e faz parte assim do terreno privativo das ONGD. E se há trinta anos o termo « desenvolvimento » era relativamente consensual, hoje tornou-se problemático, porque transportaria conteúdos parasitas como industrialização ou então eurocentrismo".  



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Reunião do GTED | 24 Novembro
Por GT ED

Novembro 2016 

Realizou-se, no passado dia 24 de Novembro de 2016, entre as 14h e as 17h30, uma reunião do Grupo de Trabalho de Educação para o Desenvolvimento (GTED), na Plataforma Portuguesa das ONGD, em Lisboa, tendo em vista o planeamento de actividades para o ano de 2017. 

Foram traçadas as linhas orientadoras que mobilizarão os membros do grupo no próximo ano, tendo em linha de conta a proposta de se concretizarem duas Oficinas de Trabalho e um Retiro Metodológico que permitam a discussão de temas actuais relacionados com as questões do Desenvolvimento e da Cidadania Global. 

A próxima reunião do grupo de trabalho terá lugar no dia 4 de Janeiro de 2017.  



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Tertúlia “Modelos e perspectivas de desenvolvimento”
Por César Neto

Setembro 2016 

22 de Setembro de 2016 | 15h30-17h00 | Isvouga - Fundação Terras De Santa Maria Da Feira 

Promovida pelo Grupo de Trabalho de Educação para o Desenvolvimento (GTED) da Plataforma Portuguesa de Organizações Não Governamentais para o Desenvolvimento, esta iniciativa visa promover uma reflexão crítica sobre as questões do Desenvolvimento no contexto de implementação da nova Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e seus Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, criando oportunidades concretas para a mobilização dos cidadãos e cidadãs. 

Contamos com a participação do professor Elísio Estanque (Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra) numa conversa sobre os desafios e oportunidades da nova Agenda de Desenvolvimento, moderada por Susana Pereira (Rede Inducar). 

Programa: 
  • 15h30 – Contextualização da tertúlia 
  • 15h40 – Professor Elísio Estanque | Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC) 
  • 16h00 – Debate 
  • 17h00 – Encerramento 
 A participação é livre, ainda que sujeita a inscrição.



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Nota de Encerramento do workshop “Será possível um mundo diferente com os ODS?”
Por Cármen Maciel

Junho 2016 


Quando falamos de ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) falamos de um Quadro de Referência construído de forma participada que, nas palavras do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, “são uma lista das coisas a fazer em nome dos povos e do planeta, e um plano para o sucesso”.

Enquanto agentes preocupados com as questões do desenvolvimento, consideramos pertinente estarmos envolvidos na reflexão que está na ordem do dia. Olhando atentamente para os cenários internacional e nacional, percebemos a existência de diversos posicionamentos que geram alguma controvérsia – que é sentida, inclusive, no seio do Grupo de Trabalho de Educação para o Desenvolvimento que promove esta iniciativa.

Discutem-se questões como: se a incumbência dos Estados deve ser partilhada pelas Organizações da Sociedade Civil; se os ODS são coerentes com os seus princípios basilares ou com os propósitos para os quais foram estabelecidos; ou ainda, se a economia travará, ciclicamente, o processo de desenvolvimento social e humano.

Para além destas questões, e de tantas outras aqui não referidas, há uma pergunta de fundo que, em nosso entender, acaba por fragilizar a aceitação e implementação dos ODS e que assenta sobre uma indefinição sobre o que é, à partida, o desenvolvimento. A indefinição agudiza-se quando acrescentamos o conceito sustentável. Impõe-se a reflexão: as diferenças de conceitos e as indefinições são bloqueadoras da ação em prol do desenvolvimento?

Observamos e discutimos nesta iniciativa algumas críticas que parecem querer travar o processo de universalização dos ODS enquanto metas comuns. No entanto, e apesar das divergências, uma análise da realidade deixa antever múltiplas vontades, de diferentes sectores das sociedades, de se quererem envolver. As pessoas e as instituições (sobretudo as que trabalham na área do desenvolvimento e de outras congéneres) estão interessadas em saber o que são os ODS e como é que podem contribuir para a sua concretização. Para além disso, há também agentes preocupados em conceber, analisar e/ou implementar modelos alternativos e/ou complementares aos ODS.

Vimos que há instituições de nível mais macro, que estão envolvidas na definição de indicadores que possam ajudar-nos a perceber os resultados que podem ser atingíveis relativamente a metas tão globais, abrangentes e ambiciosas; e que, paralelamente, instituições de nível mais micro estão envolvidas pela sua ação, através de processos de avaliação ou ainda por via de processos de questionamento neste processo.

O workshop “Será possível um mundo diferente com os ODS”, pretendeu contribuir para a problematização e reflexão sobre este quadro de referência que propõe a existência de uma ação mundial concertada. Depois de um momento de enquadramento e da identificação conjunta sobre alguns dos principais elogios e fragilidades dos ODS, a troca de ideias permitiu-nos concluir que há alguns tópicos sobre os quais (nós, Organizações da Sociedade Civil) poderíamos centrar a nossa ação de interpelar a sociedade:

  • pressionar os governos nacionais para que se envolvam de forma mais efetiva, conferindo mais força ao processo de concretização dos ODS;
  • chamar a atenção para o facto de que, a não existência de um carácter vinculativo da implementação dos ODS, pode conduzir ao incumprimentos da concretização dos mesmos;
  • chamar a atenção para algumas incoerências detetáveis através de uma análise atenta ao texto que apresenta os ODS, os seus objetivos e metas;
  • chamar a atenção para a necessidade de medidas mais concretas que promovam a paz global. 
Em traços gerais, o papel das Organizações da Sociedade Civil, deverá centrar-se na necessidade de olhar para os ODS para além deles próprios.

Congratulamo-nos pela colaboração de todos os participantes e acreditamos que todo o sumo que aqui foi possível espremer, permitirá ao GTED continuar a centrar esforços na elaboração de um posicionamento sobre esta questão tão importante relativa à transformação de um mundo que todos desejamos: mais justo e mais coerente. Obrigada a todos pela participação!


Cármen Maciel – ADRA Portugal
Ana Teresa Santos – IMVF
Raquel Carreira – Solsef
Vera Pinto – Fundação Cidade Lisboa


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Carta sobre os Resultados das Candidaturas à Linha de Co-Financiamento de ED
Por Plataforma ONGD e GT Educação para o Desenvolvimento

Julho 2015 


No seguimento da publicação dos resultados do processo de candidatura de 2015 para projectos de Educação para o Desenvolvimento (ED) de ONGD, a Direcção da Plataforma, em conjunto com o Grupo de Trabalho de Educação para o Desenvolvimento, enviou uma carta ao Camões IP onde destaca alguns dados relevantes e sobre os quais esperamos ter a oportunidade de reflectir conjuntamente.





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A Avaliação no contexto da Educação para o Desenvolvimento
Por Pedro Cruz

Maio 2015 

A IV edição das Jornadas de ED, sob o tema “A Avaliação no contexto da Educação para o Desenvolvimento”, teve lugar em Lisboa (Fundação Cidade de Lisboa) no passado dia 29 de Abril. 

As Jornadas de Educação para o Desenvolvimento (ED) são uma das actividades previstas no Plano de Acção da Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento 2009-2015 (ENED), assumindo um carácter “estruturante e transversal” e permitindo dar continuidade ao processo participativo que permitiu que a construção da ENED envolvesse diferentes tipos de entidades e favorecesse um contexto de troca de experiências e o aprofundamento da reflexão sobre as diversas vertentes da Educação para o Desenvolvimento.




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Biblioteca Online sobre ED
Por César Neto

Março 2015 

O DEEEP lançou um centro de documentação online que reúne diversos recursos sobre Educação para o Desenvolvimento, Justiça Global, entre outros assuntos.




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A Justiça Social precisa de Cidadãos e de Cidadãs
Por César Neto

Fevereiro 2015 

Por ocasião do Dia Mundial da Justiça Social, que se assinalou a 20 de Fevereiro, o Grupo de Trabalho de Educação para o Desenvolvimento (GTED) da Plataforma Portuguesa das ONGD organizou uma tertúlia denominada “A Justiça Social precisa de Cidadãos e de Cidadãs”. 

Moderada pela jornalista e Presidente do Sindicato dos Jornalistas Sofia Branco, a tertúlia contou com a intervenção de Manuela Silva, Professora e Presidente vitalícia da Fundação Betânia, à qual se seguiu um debate com os presentes, que lotaram o Terraço do Graal, em Lisboa. 

Manuela Silva, economista de formação, centrou a sua intervenção no conceito, nos impactos e nos caminhos para a Justiça Social. A Professora, que baseou a sua intervenção em vários filósofos, sociólogos e economistas de referência, considera que a justiça social está directamente relacionada com o princípio da igualdade e que é um princípio subjacente à paz e à prosperidade, e que tem grandes implicações práticas, sendo clara e estreita a relação com a Dignidade e o Desenvolvimento.




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Tertúlia "A Justiça Social precisa de Cidadãos e de Cidadãs"
Por GT Educação para o Desenvolvimento

Fevereiro 2015 

Por ocasião do Dia Mundial da Justiça Social, o Grupo de Trabalho de Educação para o Desenvolvimento (GTED) da Plataforma Portuguesa das ONGD organiza uma tertúlia denominada “A Justiça Social precisa de Cidadãos e de Cidadãs” que terá lugar no dia 20 de Fevereiro, entre as 18h e as 20h, no Terraço do Graal (Rua Luciano Cordeiro, nº24, 6ºA, Lisboa). 

Pretende-se com esta tertúlia reflectir sobre os caminhos para alcançar a justiça social mundial e aproximar os cidadãos e cidadãs das questões do Desenvolvimento, contribuindo para que estes e estas se apropriem do lema do Ano Europeu para o Desenvolvimento: “O nosso mundo, a nossa dignidade, o nosso futuro”. 

A tertúlia contará com a intervenção da Professora Manuela Silva, seguindo-se um espaço de debate e de reflexão com os/as participantes. 

Os interessados devem inscrever-se através de envio de e-mail para info@plataformaongd.pt (inscrições limitadas à capacidade sala).




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O mundo que temos, o mundo que queremos...
Por GT Educação para o Desenvolvimento

Novembro 2014 


Realizou-se, no passado dia 28 de Outubro, o 1.º Fórum de Educação para o Desenvolvimento (ED) em Portugal.

O acolhimento deste fórum na Assembleia da República, sob o tema “a importância do exercício da cidadania global”, permitiu, não só sublinhar a importância da matéria na actualidade e reforçar o reconhecimento institucional da ED, como também reflectir sobre a centralidade de uma participação cidadã activa e atenta, como base da sustentabilidade da própria democracia. Nesta medida, criar espaços de participação mais próximos e acessíveis dos cidadãos e cidadãs, onde todos/as possam ter voz nas tomadas de decisão e todos/as se possam co-responsabilizar revelou-se, neste fórum, como algo a desenvolver e a reforçar no exercício autêntico da cidadania.

Partindo da perspectiva do mundo que temos para o mundo que queremos, foi clara a necessidade de procurarmos um modelo de ED assente no respeito e valorização de todas as formas de saber, em que a resposta a problemas e desafios globais exigirá sempre uma compreensão partilhada de uma consciência global, como um problema comum. De facto, as tensões entre o local e o global num mundo cada vez mais globalizado foram também alvo de reflexão, apresentando-se o local como o palco da diversidade cultural e da diferença, no qual há necessidade de fazer compromissos. Na verdade, o global concretiza-se sempre no local, pois, como foi reforçado, as acções individuais têm um impacto global: pensar global e agir local.


Artigo publicado na Revista da Plataforma Portuguesa das ONGD nº V

* Foto: © Camões, I.P._2014


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Educação para o Desenvolvimento em debate na Revista da Plataforma
Por Vanessa Moreira

Novembro 2014 


A menos de um ano do marco temporal da Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento (ENED) o dossier da Revista da Plataforma Portuguesa das ONGD de Maio/Junho é dedicado ao tema da Educação para o Desenvolvimento (ED).

O dossier desta edição, que contou com a colaboração do Grupo de Trabalho de ED da Plataforma, percorre a evolução da ED em Portugal e na Europa e apresenta as diferentes vertentes de trabalho da educação formal à influência política, pesando pela educação não formal e a sensibilização. O dossier é composto por um conjunto de textos nos quais associadas da Plataforma que desenvolvem projecto de ED com diferentes abordagens reflectem sobre as quatro áreas de intervenção definidas pela ENED.

Num artigo intitulado “Educação para o Desenvolvimento: passado, presente, futuro”, Ana Santos (IMVF) e Jorge Cardoso (FGS) traçam o caminho percorrido nas últimas décadas e as tendências emergentes actualmente em debate. Mónica Santos Silva (IMVF) fala sobre o trabalho de sensibilização e apela aos actores do Desenvolvimento a renovarem a sua capacidade de resposta. Rita Pais (VIDA) aborda a vertente da educação formal e do trabalho em escolas, enquanto o CIDAC se debruça sobre as “outras escolas” e a educação não formal enquanto instrumento de construção da cidadania global e Margarida Alvim (FEC) perpectiva a influência política como um instrumento ao serviço do bem comum. O dossier fecha com um artigo de La Salete Coelho (ESE de Viana do Castelo) que tem apoiado na monitorização da ENED.

Em entrevista à Revista, António de la Fuente, membro da ONG belga ITECO, que já completou 50 anos de trabalho, alerta para a necessidade de simplificar as mensagem sem as tornar simplistas.

A ED é também tema da rubrica Boas Práticas – com dois textos, um de Alberto Costa sobre o “Buen Vivir”, cosmovisão latino-americana que questiona o conceito de Desenvolvimento e outro de Stephen McCloskey (Centre for Global Education) sobre o papel do cinema para o despertar da consciência de cidadania global – e da rubrica Em Rede, onde Tobias Troll (DEEEP) apresenta o Global Citizens Movement.

Consulte a Revista da Plataforma Portuguesa das ONGD nºIV



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Educadores, Facilitadores ou Impulsionadores da Mudança?” - A importância de Educar para a Mudança
Por Ana Santos e Mónica Silva

Março 2014 


Acreditando que num mundo desigual, só mudanças sistémicas que versem sobre as verdadeiras causas da desigualdade e da pobreza irão conduzir-nos a mundo mais justo e sustentável para todos, o Grupo de Trabalho de Educação para o Desenvolvimento organizou nos passados dias 27 e 28 de Fevereiro, o Seminário Nacional DEEEP “Educadores, Facilitadores ou Impulsionadores da Mudança? – O papel da Educação para o Desenvolvimento na promoção da Mudança Sistémica”.

A manhã de dia 27 começou com Olivier Consolo, Activista Freelancer, antigo Director Executivo da CONCORD – Confederação Europeia das ONG de Desenvolvimento e Ajuda Humanitária de Emergência, a partilhar com os mais de 60 participantes os sinais que levaram ao aparecimento de um novo pensamento sobre a necessidade de uma mudança sistémica e a dar pistas de como as ONGD se podem adaptar aos novos tempos e dar início a uma nova postura perante o mundo que as rodeia.

Karen Pashby, investigadora e aluna de pós-doutoramento da Universidade de Oulu na Finlândia, apresentou de seguida uma reflexão sobre as componentes que são necessárias para se obter uma abordagem crítica na Educação para a Cidadania Global, dando alguns exemplos de como as temáticas do Desenvolvimento Global podem ser trabalhadas na sala de aula e reforçando a ideia de que uma Educação para a Cidadania Global de qualidade é fundamental para impulsionar a mudança.


* Foto: © Plataforma Portuguesa das ONGD_2014

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Educação para o Desenvolvimento: uma aposta certa!
Por Ana Teresa Santos, IMVF

Janeiro 2013


No passado dia 5 de Julho, depois de 4 meses de uma campanha intensa e de recolhidas 398 assinaturas de Eurodeputados, o Parlamento Europeu adoptou oficialmente uma Declaração Escrita sobre Educação para o Desenvolvimento e a Cidadania Activa. A Declaração promove o reforço das políticas de Educação para o Desenvolvimento tanto a nível nacional como Europeu e, apesar de não ter implicações a nível legislativo, representa um marco político a nível do sector da Educação para o Desenvolvimento.

Os mais recentes dados do Eurobarómetro “Europeans and Development Aid”, publicado em Outubro, são preocupantes: segundo o Eurobarómetro, 83% dos portugueses não estão preparados para pagar mais por bens alimentares ou outros produtos (por exemplo por produtos de comércio justo) provenientes de Países em Desenvolvimento para apoiar as pessoas que vivem nesses países. Quando comparada com as respostas dos outros países europeus, esta é a taxa de rejeição mais alta da União Europeia (UE). No mesmo inquérito, em resposta à pergunta “Em que medida acha que sabe para onde vai (nacionalidade) a ajuda ao desenvolvimento?” 61% dos portugueses afirmaram que não sabem nada acerca do destino da ajuda ao desenvolvimento. Valor que sobe um valor percentual na pergunta especificamente dirigida à ajuda dada pela União Europeia.

O Desenvolvimento precisa dos cidadãos. Se os cidadãos não estiverem bem informados nem sensibilizados para agir, a nossa missão como ONGD promotoras do desenvolvimento nunca será bem-sucedida. Num mundo cada vez mais interdependente e globalizado é cada vez mais importante que os cidadãos estejam informados sobre as interdependências glocais e possam pensar criticamente sobre os modelos de desenvolvimento hoje aplicados e que, a partir dessa reflexão crítica, sejam capazes de propor soluções e agir para que o mundo se torne cada vez mais justo e que todos os pilares do desenvolvimento sustentável sejam entendidos claramente e de forma intrinsecamente interligada.

É neste âmbito que a Educação para o Desenvolvimento tem um papel a desempenhar e é uma aposta certa. Com a aprovação da Declaração Escrita sobre Educação para o Desenvolvimento e a Cidadania Activa, o Parlamento Europeu reconheceu isso mesmo. E as ONGD, e os nossos decisores políticos a nível governamental: Quanto tempo ainda precisam para fazerem a aposta certa?

Artigo publicado na Revista da Plataforma Portuguesa das ONGD nº 0

* Foto: © Oikos


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2º Congresso europeu sobre Educação Global
Por Luísa Teotónio Pereira, CIDAC

Janeiro 2013


Lisboa acolheu o 2º Congresso europeu sobre Educação Global, dez anos depois de o Centro Norte-Sul do Conselho da Europa ter organizado em Maastricht o 1º Congresso. Não me foi pedido que o descrevesse, mas que apontasse sucintamente (deixando por isso de fora muitos aspectos de grande interesse) algumas pistas de reflexão a partir da sua realização. Faço-o sob a forma de apresentação de 3 desafios que me parecem mais relevantes. O primeiro diz respeito a uma parte dos conteúdos trabalhados, os restantes a opções metodológicas e organizacionais e à maneira como foram postas em prática. Mas como facilmente se compreende, cada um tem influência sobre os outros.

O desafio político

Estamos a viver um momento muito particular da vida europeia e mundial, com grandes impactos nas vidas das cidadãs e cidadãos e das suas organizações e que, obviamente, interpela a Educação Global. Esta ideia esteve presente durante todo o Congresso, mas concretizou-se especialmente num grupo auto-organizado de representantes de organizações da sociedade civil, formado no quadro de um dos exercícios propostos pela organização (utilizando uma adaptação da metodologia conhecida como “open space technology”). No pouco tempo disponível, surgiram propostas importantes:
  • os actores de EG não podem ficar indiferentes ao que se passa em cada um dos países, e no conjunto dos países afectados pela “crise”, porque o que está em causa são políticas que destroem o desenvolvimento e as capacidades humanas de lutar por ele, de modo solidário; 
  • a situação é tão grave, e tem um tal poder destrutivo, que exige a aliança entre todos os tipos de organizações, redes, movimentos e pessoas, em todos os pontos do mundo, que procuram alternativas para enfrentar e fazer reverter o “caminho único” que está a ser trilhado; 
  • o que hoje muitos povos europeus vivem, outros povos de outros continentes viveram nas últimas décadas – o peso insuportável da dívida, os programas de ajustamento estrutural, o aprofundar das desigualdades, as rupturas sociais, a perda de valores, a violência sob várias formas... 
  • a EG tem um contributo a dar para esta procura cidadã, ao nível da informação, da reflexão - nomeadamente sobre os efeitos provocados pelas opções políticas a todos os níveis (do global ao local e ao pessoal e vice-versa) e sobre a experimentação de novos processos sociais - da formação, da influência política; 
  • para responder a estes desafios tem de repensar as suas abordagens, as suas metodologias – por exemplo, partir cada vez mais do local (diverso) para ir ao encontro de outras experiências noutros pontos do mundo, para compreender o que se decide a nível global...

O desafio metodológico

Fazer do Congresso um processo efectivamente participativo, tendo em conta a quantidade e a diversidade de participantes, organizações, experiências, responsabilidades e expectativas, não é nada fácil. Encontraram-se na Aula Magna de Lisboa 229 pessoas (das quais 67 portuguesas), representando organizações da sociedade civil, instituições académicas, municípios, parlamentos e órgãos do poder central (a nível nacional e europeu). Dar um espaço a cada um destes grupos e envolvê-los a todos em debates temáticos foi uma boa opção. Que resultou bastante bem no 1º dia e pior no 2º dia (sobretudo da parte da tarde).

Uma análise mais fina de cada um dos momentos, das metodologias escolhidas e da forma como foram postas em prática, assim como do seu encadeamento, pode proporcionar grandes aprendizagens para futuras realizações deste género.
No 2º dia havia alguma apreensão quanto à redacção final das Conclusões e Recomendações, porque não se sabia qual a capacidade de as influenciar. De repente, a organização distribuiu uma proposta de “Declaração de Lisboa” (um documento diferente das Conclusões e Recomendações, que não estava anunciado), o que gerou alguma confusão. Esta tensão entre participação e elaboração de declarações e conclusões num curto espaço de tempo – muito intenso – é quase impossível de gerir na perfeição e colocou vários problemas aos organizadores. De qualquer modo, uma maior clareza à partida sobre como se prevê responder a esta questão pode contribuir para a enfrentar melhor.

O desafio institucional

O Congresso, tal como aconteceu há 10 anos em Maastricht, é da responsabilidade do Centro Norte-Sul do Conselho da Europa. Mas que desta vez o fez, na sua preparação e concretização, em parceria com o GENE – Global Education Network Europe e o CONCORD (a confederação das organizações europeias de Ajuda Humanitária e Desenvolvimento) e em cooperação com o IPAD/Camões, a Plataforma Portuguesa das ONGD e a Universidade de Lisboa. Encontrar consensos a partir destas várias instituições públicas e da sociedade civil, com diferentes experiências aos níveis nacional e internacional, é mesmo um grande desafio. Talvez por isso a proposta de Conclusões e Recomendações apresentada aos participantes no início dos trabalhos (fazia parte do caderno entregue à chegada) parecesse a tantas pessoas extensa, repetitiva, desligada do momento que vivemos, sem chama.

No fim, foi saudada a coragem da decisão tomada: nem a “Declaração de Lisboa”, nem as Conclusões e Recomendações foram aprovadas, seguindo-se ainda um tempo de propostas online relativas a uma versão actualizada (contando já com os contributos dos grupos de trabalho) que os organizadores hão-de colocar no site do Congresso.

Um acontecimento vocacionado para deixar marcas a cada 10 ou 5 anos tem exigências particulares. Enquanto espaço de encontro entre pessoas e organizações é sempre uma mais-valia. Enquanto lugar de criação de novos entendimentos e consensos, que não é igual à soma das partes presentes, mas ao resultado da sua interacção, precisava porventura de mais algum tempo ou de maior circunscrição de abordagens.

Artigo publicado na Revista da Plataforma Portuguesa das ONGD nº 0

* Foto: © Plataforma Portuguesa das ONGD_2012