Ajuda Humanitária e de Emergência


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Monitorização e Avaliação da Ajuda Humanitária
Por César Neto, Plataforma Portuguesa das ONGD

Outubro 2014

A newsletter ONTRAC de Novembro da INTRAC destaca a importância do acompanhamento e da avaliação do trabalho de ajuda humanitária, apresentando exemplos práticos de como este trabalho pode ser feito.


Consulte a newletter ONTRAC.

                                                                                                                                                                                                                                                     

       


* Foto: © iStockphoto

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Uma oportunidade a explorar
Por João Martins, ADRA

Junho 2014


Quando analisamos os âmbitos de acção das ONGD portuguesas, membros da Plataforma Portuguesa das ONGD, verificamos que apenas uma minoria tem no seu portfólio projectos de Acção Humanitária. Por essa razão, apenas quatro ONGD fazem parte do Grupo de Trabalho de Ajuda Humanitária da Plataforma.

As razões para este facto podem ser várias, desde a simples falta de interesse por estes assuntos, até ao avultado investimento que normalmente estes projectos necessitam, passando a uma certa relutância em alinhar com projectos mais assistencialistas, sem uma componente de transformação de comportamentos a longo prazo, como são as actividades de desenvolvimento. Outra razão poderá ser a inexistência de financiamento público em Portugal para estes projectos.

No entanto, quando olhamos para a evolução das catástrofes naturais e causadas pelo ser humano nos últimos anos, verificamos que são cada vez mais frequentes e que fazem cada vez mais vítimas. Segundo a OCHA (United Nations Office for the Humanitarian Affairs), entre 2003 e 2013, o número de pessoas que necessitavam de ajuda humanitária duplicou de 35 para 70 milhões em todo o mundo.

Olhando para os países com que tradicionalmente as ONGD portuguesas trabalham, verificamos que estes não ficam imunes a esta tendência. Se Moçambique tem sido o mais afectado, com várias secas, inundações e tempestades na última década, algumas regiões de Angola também têm sido afectadas por secas, cólera e várias inundações. Timor Leste sofre frequentemente de cheias e de surtos de dengue e a Guiné-Bissau vive com frequência instabilidade militar. Apenas Cabo Verde e São Tomé e Príncipe parecem ser menos vulneráveis a crises humanitárias, mas no primeiro caso existe a possibilidade de ocorrerem erupções vulcânicas e no segundo a incidência de cólera e de malária constituem potenciais riscos.

Nos últimos anos, as várias organizações internacionais e doadores que trabalham na área humanitária, têm vindo a enfatizar cada vez mais a necessidade de se concentrar mais esforços na prevenção e redução dos riscos de catástrofes. De facto, a simples resposta reactiva deixou de ser suficiente e é insustentável. Uma acção colectiva e proactiva, além de salvar vidas, aumenta as oportunidades de desenvolvimento.

As organizações humanitárias estão a investir cada vez mais neste aspecto e, aqui, as ONGD portuguesas podem desempenhar um papel importante junto dos países e comunidades onde trabalham. Por conhecerem e serem conhecidas e por terem programas de longo prazo a funcionar estão bem posicionadas para gerirem projectos de resiliência e redução de riscos de catástrofes.

Este tipo de acções requer um investimento relativamente baixo, implica desenvolvimento de longo prazo e tem financiamento disponível. Apenas faltará o despertar da atenção por parte das ONGD.

Artigo publicado na Revista da Plataforma Portuguesa das ONGD nº4

* Foto: © Gonçalo Rosa da Silva/Oikos_2008


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Lançamento do Estudo sobre Ajuda Humanitária e de Emergência em Portugal
Por César Neto, Plataforma Portuguesa das ONGD

Dezembro 2012


Decorreu na passada 6ªfeira, 14 de Dezembro de 2012, na sala c103, do Edifício II do ISCTE-IUL, o lançamento do “Estudo sobre Ajuda Humanitária e de Emergência em Portugal”.

Iniciativa do Grupo de Trabalho de Ajuda Humanitária e de Emergência (AHE) da Plataforma Portuguesa das Organizações Não Governamentais para o Desenvolvimento (ONGD), este estudo essencialmente pretende contribuir para a discussão do modelo mais adequado para a definição de uma estratégia nacional para esta área.

A apresentação, cuja moderação esteve a cargo de Pedro Cruz, Director Executivo da Plataforma Portuguesa das ONGD, contou com a intervenção de Raquel Freitas, Investigadora no Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES) do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL) e autora do estudo, Lara Ramusga, representante do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua (CICL), e Ricardo Domingos, Director de Operações da Oikos e membro do Grupo de Trabalho de Ajuda Humanitária e de Emergência da Plataforma Portuguesa das ONGD.


* Foto: © ADPM_2010